13 de dez de 2010

''Conto'' um presente.

Ao amanhecer
O carteiro me chamou.
Havia algo que só poderia ser entregue em mãos.
Desconfiada, recebi o pacote.
Médio, cheio de selos, não parecia ser leve.
Envolvido com papel pardo, parecia ser importante.
Corri pra o quarto com o velocímetro proporcional à ansiedade.
A vontade era tanta, que nem o remetente venceu minha curiosidade...
Os selos se tornaram picados e minha unha serviu como faca.

Me senti como criança.
Era apenas uma caixa mas todo aquele suspense a tornou uma obra de arte.
Dentro dela, outra caixa, embrulhada de vermelho.
Novamente me peguei rasgando os papeis que voavam como chuvas de pétalas.
Aos poucos eu ia rindo como se soubesse o que me esperava...

Outra caixa!
Dessa vez de madeira, decorada com uma foto significativa.
Sorriso, nostalgia...

Receosa, fui abrindo aos poucos.
Na proporção do medo que sentia.
Dentro dela, um "livro de verdade" e um "cheiro de saudade".
Coisa linda de se ganhar.

Imediatamente, reconheci quem me enviou.
Segurei o livro com as duas mãos e o levei de contra ao peito.
Eu sabia que todas as respostas da vida estavam dentro 'dEle'.

Abri o perfume e espirrei em meu pulso.
O aroma se espalhou pelo quarto e me peguei sonolenta.
Espalhei todo aquele papel e me acomodei.

Um suspiro pra findar todo alvoroço e me entreguei ao sono.
(...)

Sonhei escrevia um conto...

Contando cada emoção de se ganhar o melhor de todos os presentes, o amor.







Por Jê Cardoso - 13/12/2010 - 03:12 am.
Itaperuna - RJ.








1 comentários:

Yann Lombardi on 12/14/2010 6:21 AM disse...

Você arrebentou meu texto,tudo bem... isuhaishaisuh
amei demais,estamos dois poetas :P
Até a próxima historinha nenem :D

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